sexta-feira, 27 de março de 2009

As Três Peneiras



Olavo foi transferido de departamento.
Logo no primeiro dia,
para fazer média com o novo chefe saiu com esta:
- Chefe!
O senhor nem imagina o que me contaram
a respeito do Silva... Disseram que...
Nem chegou a terminar a frase e o chefe perguntou:
- Espere um pouco...
O que vai me contar já passou pelo crivo das 3 peneiras?
- Peneiras?
Que peneiras?
- A primeira é a da Verdade.
Você tem certeza de que esse fato
é absolutamente verdadeiro?
- Não, não tenho.
Como posso saber?
O que sei é que me contaram que...
E novamente foi interrompido pelo chefe.
- Então sua história já vazou a primeira peneira.
Vamos então para a segunda que é a Bondade.
O que vai me contar, gostaria que outros também dissessem de você?
- Claro que não!
Deus me livre, chefe!
- Então sua história vazou a segunda peneira.
- Vamos ver a terceira que é da Necessidade.
Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou passá-lo a diante?
- Não chefe.
Passando pelas peneiras,
vi que não sobrou nada que eu iria contar!
Pense nisso, antes de falar.

Pessoas inteligentes falam sobre idéias.
Pessoas comuns falam sobre coisas.
Pessoas medíocres falam sobre outras pessoas.

Autor desconhecido

quinta-feira, 26 de março de 2009

A má reputação da fofoca



O fofoqueiro não tem boa reputação e quase todas as principais religiões do mundo alertam contra a fofoca e o ato de espalhar boatos. Por exemplo, o livro de Levítico, encontrado na Bíblia cristã e na Torá judaica, afirma: "Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo" [ref - em inglês]. A fofoca também é contrária ao conceito de palavra correta, que faz parte do caminho óctuplo (em inglês) para o esclarecimento, que é a base do Budismo.
Muitos textos islâmicos proíbem tanto contar como escutar fofocas [ref - em inglês].
Em geral, o mundo laico também condena a fofoca.
Os pais, os livros de auto-ajuda e os conselheiros ensinam que as pessoas devem evitar a fofoca. Livros sobre gerenciamento empresarial apresentam a fofoca como uma ameaça à saúde e à estabilidade de uma organização porque ela diminui a moral e desperdiça o tempo dos funcionários.


Nos Estados Unidos, a organização sem fins lucrativos Word Can Heal (em inglês) alerta que a fofoca é perigosa e prejudicial e oferece ajuda sobre como parar de fofocar.

Tratado geral sobre a fofoca
O conhecido psiquiatra José Angelo Gaiarsa, dono de opiniões polêmicas e que durante alguns anos trabalhou em um programa de variedades em uma conhecida rede de televisão, em seu livro "Tratado Geral Sobre a Fofoca" fala a respeito da fofoca de maneira séria e bastante sugestiva.
Gaiarsa afirma que somente 20% das informações trocadas entre as pessoas são realmente úteis e que a fofoca está diretamente ligada a insatisfação que as pessoas sentem com relação às suas vidas. Ele argumenta também que nós estamos sempre envolvidos em fofoca, seja como vítimas, seja como agentes.
Veja um trecho (extraído do capítulo 3 - "Uma Hipótese Chamada Fofoca"):
"Todos nós nós sentimos VÍTIMAS da fofoca - quando ela chega a nós.
Mas ninguém se sente AGENTE da fofoca.
Estranho, não?
É que fofoca MESMO só "ELE" faz...
- Eu?
- NUNCA!!!"

Nesse livro tão contundente, ele também dá algumas dicas bem humoradas de como se proteger das fofocas.


De modo geral, os pesquisadores começaram a se interessar pela fofoca há pouco tempo.
A fofoca é tão corriqueira que algumas pessoas fofocam sem se dar conta. Isso fez com que alguns pesquisadores a considerassem algo a ser ignorado em vez de estudado.
Em outras palavras, lingüistas e cientistas sociais viam a fofoca como um bate-papo despropositado.


No entanto, quando os cientistas estudaram a fofoca, criaram teorias e conclusões bem interessantes. Alguns pesquisadores acreditam que a fofoca começou como uma forma pela qual os primeiros humanos conheciam seus vizinhos para determinar em quem podiam confiar, o que a tornava uma ferramenta necessária para a sobrevivência.
Robin Dunbar, autor de "Grooming, Gossip and the Evolution of Language", apresenta uma teoria segundo a qual a fofoca nas sociedades humanas tem o mesmo papel que o coçar nas sociedades primatas, porém com mais eficiência. Dunbar foi mais longe e afirmou que a linguagem evoluiu para que as pessoas pudessem fofocar e, assim, estabelecer e defender seus grupos sociais de forma mais eficaz.
A idéia de Dunbar pode parecer um pouco forçada, mas pesquisadores relatam que a fofoca tem muito em comum com o coçar, além do estereótipo de mulheres fofocando em um salão de beleza: fofocar é gostoso.
Muita gente fofoca só para se distrair ou para desabafar;
quando você fofoca com alguém, você e a pessoa com quem você está falando estão demonstrando confiança mútua. As pessoas que você escolhe para fofocar são pessoas que você acredita que não irão usar o que você está contando contra você;
a fofoca reforça os laços sociais.
As pessoas com quem você fofoca passam a fazer parte de um grupo - os demais estão fora desse grupo.

A fofoca pode desempenhar papéis diferentes nas interações sociais.
Ao fofocar, as pessoas:
-> se distraem
-> influenciam a opinião umas das outras
-> trocam informações importantes
-> apontam e reforçam regras sociais
-> aprendem com os erros dos outros


Na maior parte das vezes, as pessoas podem assimilar as mesmas informações sobre regras e padrões sociais pela observação. No entanto, observar o comportamento das pessoas leva mais tempo e exige mais esforço que a fofoca. Em outras palavras, a fofoca pode ajudar as pessoas a aprenderem como se comportar e como entender o funcionamento social de forma mais rápida e eficiente que a observação direta.
Contudo, isso não significa que todas as fofocas sejam boas.

Muita gente faz fofocas maldosas pelo simples desejo de prejudicar os outros ou por um inexplicável prazer. Às vezes, o fazem por gostar do sentimento de superioridade, presunção, vingança ou de schadenfreude - palavra de origem alemã que significa satisfação obtida com a desgraça alheia. Tem gente que espalha fofocas negativas para aumentar seu próprio status social à custa dos outros.

Por tudo isso, é difícil apoiar a fofoca como uma ferramenta social necessária ou depreciá-la como um mal social desnecessário.



Mentira x ética

Muita gente acha que mentir é errado.
Esse é um dos motivos pelos quais tantas fofocas começam com "ouvi dizer" ou "me disseram". Atribuir uma declaração a outra pessoa tira da pessoa que está falando a responsabilidade pela veracidade do que se está falando. Mas, tecnicamente, isso não torna a fofoca algo ético.


por Tracy V. Wilson - traduzido por HowStuffWorks Brasil

sábado, 21 de março de 2009

O que muda com o acordo ortográfico


Alfabeto - ganha três letras
Antes: 23 letras
Depois: 26 letras: entram k, w e y

Trema - desaparece em todas as palavras
Antes: Freqüente, lingüiça, agüentar
Depois: Frequente, linguiça, aguentar
* Fica o acento em nomes como Müller

Acentuação 1 - some o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas
(as que têm a penúltima sílaba mais forte)
Antes: Européia, idéia, heróico, apóio, bóia, asteróide, Coréia,
estréia, jóia, platéia, paranóia, jibóia, assembléia
Depois: Europeia, ideia, heroico, apoio, boia, asteroide, Coreia,
estreia, joia, plateia, paranoia, jiboia, assembleia
* Herói, papéis, troféu mantêm o acento (porque têm a última sílaba mais forte)

Acentuação 2 - some o acento no i e no u fortes depois de ditongos
(junção de duas vogais), em palavras paroxítonas
Antes: Baiúca, bocaiúva, feiúra
Depois: Baiuca, bocaiuva, feiura
* Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em: tuiuiú ou Piauí

Acentuação 3 - some o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos)
Antes: Crêem, dêem, lêem, vêem, prevêem, vôo, enjôos
Depois: Creem, deem, leem, veem, preveem, voo, enjoos

Acentuação 4 - some o acento diferencial
Antes: Pára, péla, pêlo, pólo, pêra, côa
Depois: Para, pela, pelo, polo, pera, coa
* Não some o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo

Acentuação 5 - some o acento agudo no u forte nos grupos gue, gui, que, qui, de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar
Antes: Averigúe, apazigúe, ele argúi, enxagúe você
Depois: Averigue, apazigue, ele argui, enxague você
Observação: as demais regras de acentuação permanecem as mesmas
Hífen
- veja como ficam as principais regras do hífen com prefixos:
Prefixos
Agro, ante, anti, arqui, auto, contra, extra, infra, intra, macro,
mega, micro, maxi, mini, semi, sobre, supra, tele, ultra...
Quando a palavra seguinte começa com h ou com vogal igual à última
do prefixo: auto-hipnose, auto-observação,
anti-herói, anti-imperalista, micro-ondas, mini-hotel
Em todos os demais casos:
autorretrato, autossustentável, autoanálise, autocontrole, antirracista, antissocial,
antivírus, minidicionário, minissaia, minirreforma, ultrassom

Hiper, inter, super
Quando a palavra seguinte
começa com h ou com r:
super-homem, inter-regional
Em todos os demais casos:
hiperinflação, supersônico

Sub
Quando a palavra seguinte
começa com b, h ou r:
sub-base, sub-reino, sub-humano
Em todos os demais casos:
subsecretário, subeditor

Vice
Sempre: vice-rei, vice-presidente

Pan, circum
Quando a palavra seguinte
começa com h, m, n ou vogais:
pan-americano, circum-hospitalar
Em todos os demais casos: pansexual, circuncisão

Fonte: professor Sérgio Nogueira
www.g1.com.b

terça-feira, 17 de março de 2009

Siga seus instintos





Em 1974, Sylvester Stallone estava sem dinheiro, era um ator e roteirista desmotivado. Assistindo uma luta de boxe, ele se inspirou em um lutador “João-Ninguém” que “conquistou a vitória” enfrentando o grande Mohammed Ali.



Ele correu para casa e em três dias de explosiva produção criativa chegou ao primeiro rascunho de um roteiro chamado Rocky.

Com seus últimos 106 dólares, Stallone submeteu seu roteiro a seu agente.

Um estúdio ofereceu 20 mil dólares com Ryan O’Neal ou Burt Reynolds fazendo o papel principal.

Stallone ficou entusiasmado pela oferta, mas queria representar o papel ele mesmo.

Ele ofereceu-se para trabalhar gratuitamente.

Então foi informado: “essa não é a maneira como as coisas funcionam em Hollywood”.

Stallone recusou a oferta embora precisasse desesperadamente de dinheiro.

Então ofereceram a ele 80 mil dólares com a condição de que ele não representasse o papel.

Ele recusou novamente.

Eles disseram a ele que Robert Redford estava interessado e que eles pagariam 200 mil dólares por seu roteiro.

Ele recusou novamente.



Eles ofereceram 330 mil dólares.

Ele disse a eles que preferia não ver o filme feito se não pudesse interpretar o papel principal.
Finalmente concordaram em deixar que ele interpretasse o papel.

Ele recebeu 20 mil dólares pelo roteiro mais 340 dólares por semana, que era o salário mínimo de ator.

Após descontar despesas, taxas de agente e impostos, ele recebeu aproximadamente 6 mil dólares em vez de 330 mil dólares.
Em 1976, Stallone foi indicado para o prêmio da academia como Melhor Ator.

O filme Rocky ganhou três Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor e Edição de Filme.

A série Rocky.

Desde então, já acumulou mais de um bilhão de dólares, tornando Sylvester Stallone uma estrela de cinema internacional.

Siga seus instintos.

Não largue suas armas.

Não abandone seus sonhos, persevere.



* Coluna assinada por: Daniel C. Luz

Autor dos livros Insight1 e Insight2

DVS Editora

quinta-feira, 12 de março de 2009

Reforma ortográfica....


2009 é o ano da reforma ortográfica.
Em casos como AUTOESTIMA o hífen cai.
A tua é que não pode cair.
Em algumas palavras o acento desaparece, como em FEIURA,
que aliás, poderia desaparecer a palavra toda.
O acento também cai em IDEIA, só que dela a gente precisa, e muito.
O trema sumiu em todas as palavras, como em INCONSEQUÊNCIA,
que também poderia sumir do mapa, assim, a gente ia viver com mais TRANQUILIDADE.
Mas nem tudo vai mudar.
ABRAÇO continua igual e quanto mais apertado, melhor.
AMIZADE ainda é com "z", como vizinho, futebolzinho, barzinho....
Expressões como "Eu te amo." continuam precisando de ponto e se for de exclamação,
é PAIXÃO, que continua com "x", como ABACAXI,
que gostando ou não, a gente vai ter alguns para descascar.
SOLITÁRIO ainda tem acento, como SOLIDÁRIO,
que só muda uma letra, mas faz uma enorme diferença.
CONSCIÊNCIA ainda é com SC, como SANTA CATARINA,
que precisa tocar a vida pra frente.
E por falar em VIDA ...bom, essa muda o tempo todo,
e é por isso que emociona tanto....... ....
e nas emoções da minha vida,
desejo que você esteja sempre presente!
Bjs,

terça-feira, 10 de março de 2009

O que se passa na cama

O que se passa na cama

(O que se passa na cama é
segredo de quem ama.)
É segredo de quem ama
não conhecer pela rama
gozo que seja profundo,
elaborado na terra
e tão fora deste mundo
que o corpo, encontrando o corpo
e por ele navegando,
atinge a paz de outro horto,
noutro mundo: paz de morto,
nirvana, sono do pênis.
Ai, cama canção de cuna,
dorme, menina, nanana,
dorme onça suçuarana,
dorme cândida vagina,
dorme a última sirenaou a penúltima
O pênis dorme, puma,
americana fera exausta.
Dorme, fulva
grinalda de tua vulva.
E silenciem os que amam,
entre lençol e cortina
ainda úmidos de sêmen,
estes segredos de cama.
Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 6 de março de 2009

História do Dia Internacional da Mulher




História do 8 de março





No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve.




Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.




A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada.




Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo da Data
Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar.




Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual.




O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras
Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

Marcos das Conquistas das Mulheres na História
1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças
1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina
1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres